Thursday, November 23, 2006

Undressed

Fortemente dedicado á minha grande mulher.

Só e chega. 

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Monday, November 13, 2006

Undressed - Lloyd Cole

the coolest thing i ever saw
you were sitting there smoking my cigarettes
you were naked on the bare stone floor
you looked at me to say don’t guess
i was only watching, yes i love you more undressed
is it really such a sin?
should i feel some kind of shame?
will i truly go to hell?
oh you never lock the bathroom door
should i be embarrassed when i’ve seen a hundred times before
how do married couples cope
should i say excuse me darling, i don’t know
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Thursday, November 9, 2006

125 Azul

Suicidio…

Algo dificil de pensar, mas que pelo desespero de uma situação ou outra, a todos nós passou pela cabeça.

Solução corajosa para os mais fracos, cobardia pura para os mais bravos.

Nunca conheci bem ninguém que o tivesse cometido. Todas as estórias que fui ouvindo foi de que fulano tal suicidou-se, e isso nunca deu para aquilatar o justificativo da coisa.

Haverá justificaÇão suficientemente forte para acabar com a própria vida?Não creio, mas quem sou eu neste momento?

Há uns dias num filme sobre como Churchill subiu ao poder no inicio da guerra com a Alemanha Nazi, vê-se como o grande responsável por Churchill obter provas de todo o mal que os alemães ja estavam a cometer comete suicidio quando é despedido do seu emprego no ministério do negócios estrangeiros por passar essas mesmas fulcrais informações.

Matou-se antes de ter tempo de se aperceber que era um herói….

125 Azul é sobre um amigo que se mata, acabou por se encontrar naquilo que ninguem quer…

Respeito. É uma escolha como qualquer outra.

Posted by aluso in 15:43:29 | Permalink | Comments (3)

125 Azul - Trovante

Foi sem mais nem  menos
Que um dia selei a 12 5 azul

Foi sem mais nem menos
Que me deu para abalar sem destino nenhum

Foi sem graça nem pensando na desgraça
Que eu entrei pelo calor
Sem pendura que a vida já me foi dura
P’ra insistir na companhia

O tempo não me diz nada
Nem o homem da portagem na entrada da auto-estrada
A ponte ficou deserta nem sei mesmo se Lisboa
Não partiu para parte incerta
Viva o espaço que me fica pela frente e não me deixa recuar
Sem paredes, sem ter portas nem janelas
Nem muros para derrubar

Tal vez um dia me en contre
As sim hmm talvez me en contre

Curiosamente dou por mim pensando onde isto me vai levar
De uma forma ou outra há-de haver uma hora para a vontade de parar
Só que à frente o bailado do calor vai-me arrastando para o vazio
E com o ar na cara, vou sentindo desafios que nunca ninguém sentiu

Talvez um dia me encontre
Assim talvez me encontre

Entre as dúvidas do que sou e onde quero chegar
Um ponto preto quebra-me a solidão do olhar
Será que existe em mim um passaporte para sonhar
E a fúria de viver é mesmo fúria de acabar

Foi sem mais nem menos
Que um dia selou a 125 azul
Foi sem mais nem menos
Que partiu sem destino nenhum
Foi com esperança sem ligar muita importância àquilo que a vida quer
Foi com força acabar por se encontrar naquilo que ninguém quer

Mas Deus leva os que ama
Só Deus tem os que mais ama

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Tuesday, November 7, 2006

Teatro dos Vampiros

Os tempos não estão faceis …

Trabalhamos em ambientes cheios de feras, a esticar os horarios para alem do aconselhavel onde a 1ª vez é quase sempre a última chance…

O trabalho serve basicamente para pagarmos a casa, o veiculo que nos leva ao trabalho, a comidinha e pouco mais.Quem, como eu, ainda vai fumando um maço de cigarros por dia, fica sem grande margem para uma brincadeira ou outra que fazem sempre falta e nisto tudo, sorte a minha, de ter emprego com ordenado pago a tempo e horas.

Somos cada vez mais um número e cada vez menos pessoas. A única amostra de humanidade que vamos vendo é a de uma ambição desmedida e de uma fome de dinheiro que justifica todo o tipo de acções e passa por cima de todo o sentimento, até de amizades. Por dinheiro ou por uma posição que o dê vale tudo e ter principios, rectidão e sentimentos é coisa ultrapassada, do passado.

O mesmo poeta da música aí atrás diz noutra música que a humanidade é desumana….acho que é isso que fui descobrindo nesta ainda curta carreira profissional.

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Friday, November 3, 2006

Teatro dos Vampiros - Legião Urbana

Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto
E destes dias tão estranhos
Fica poeira se escondendo pelos cantos
Este é o nosso mundo: o que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance.
Ninguém vê onde chegamos:
Os assassinos estão livres, nós não estamos
Vamos sair - mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas
Vamos lá, tudo bem - eu só quero me divertir
Esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar
Quando me vi tendo de viver comigo apenas
E com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir.
Vamos sair mas estamos sem dinheiro
Meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como a dez anos atrás
Onde cada hora que passa envelhecemos dez semanas.
Vamos lá tudo bem eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim, não tenho pena de ninguém.

 

 

Renato Russo 

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Thursday, November 2, 2006

Exagerado

Sinto essa música como eu próprio.

Também eu sou exagerado, gostando de um amor inventado, para mim é tudo ou nunca mais.

Não é só no amor, é na vida, é em tudo, é sentir e saber que quem conta comigo pode mesmo contar e que se eu conto com álguem estou mesmo a contar…. não há meio termo, é tudo ou nada….ok são algumas desilusões, claro que sim, mas sempre com a consciência que quem me perde perde mais do que eu.

Já fui mais assim… os desgostos e as derrotas que vou tendo moldam, e tornam-me mais brando, mas sempre exagerado, a viver a 1000, a querer o meu bem e o bem dos meus… com ética e moral sempre…exagerado principalmente nisso.

Cazuza foi-me dado a conhecer por um brasileiro muito amigo e companheiro, e foi uma dádiva para a vida toda… Cazuza é um dos últimos grandes poetas da nossa lingua… mais Cazuza dentro de dias….

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Wednesday, November 1, 2006

Exagerado - Cazuza

Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos foram traçados na maternidade
Paixão cruel desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas
Exagerado,
Jogado a seus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Exagerado
Exagerado,
Jogado a seus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Exagerado
Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar
E por você eu faço tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até as coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
Exagerado
Jogado a seus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Exagerado
Exagerado
Jogado a seus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Exagerado
E por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até as coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
Exagerado
Jogado a seus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Exagerado
Exagerado
Jogado a seus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Exagerado

 

Cazuza 

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